10 passos para melhorar o seu orçamento

Serviços como telefonia, internet, TV por assinatura e pessoais estão cada vez mais caros, mas segundo especialistas basta mudar o hábito para não pagar muito.

A inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indica preços ainda controlados, com alta de 5,2% em 12 meses. O grupo de serviços, porém, continua a pesar no bolso dos consumidores. Segundo especialistas, economizar nesses itens pode ser mais fácil do que se pensa: basta adquirir novos hábitos.
“É uma questão de atitude, de mudança de postura. O consumidor tem de pensar que ganhar dinheiro dá trabalho. Então é preciso valorizá-lo”, resume o professor da Fipecafi, Silvio Paixão. “Os serviços estão muito caros, nunca se pagou tanto em telefonia”, diz.

A má notícia é que o cenário de preços altos não deve mudar no curto prazo. “Enquanto a mobilidade social estiver intensa, com novos consumidores ascendendo socialmente e passando a adquirir novos serviços, o setor será impactado, pressionando a inflação”, diz o professor de economia e finanças do Insper, Otto Nogami.

De dicas simples, como pesquisa de preços, a mais sofisticadas, como fazer a conta anual de gastos, os especialistas dão dicas de como começar a economizar nessa área.

Bolso mais leve

Gastos anuais. Para ter uma dimensão melhor para onde está indo seu dinheiro, recomenda-se que os gastos sejam vistos não em uma planilha mensal, mas anual. O tamanho da conta anual assusta e geralmente força uma mudança de hábito em alguns serviços.

Detalhe a conta. Segundo os especialistas, muitas vezes a pessoa paga por algo que ela não utiliza, como serviços de identificação de chamada, entre outros. A dica é simples: no fim do mês veja todo o detalhamento da conta e o que está de fato utilizado.

Conheça seu contrato. Além de verificar se está utilizando tudo o que o serviço oferece, é preciso verificar os limites, como o máximo de internet ou minutos do pacote. Passar esse número permitido, segundo economistas, é muito comum, o que acaba encarecendo a conta.

Conta de telefone mais barata. Se realmente utilizar muito o celular no dia a dia, é recomendada a compra de um aparelho com dois chips. “Faça pacotes econômicos nas operadoras e, na hora de ligar, escolha qual delas utilizar”, diz Paixão, da Fipecafi.

Reavalie constantemente os pacotes. No caso de TVs por assinatura e combos de internet, as operadoras periodicamente mudam os pacotes oferecidos ao consumidor. A sugestão é adquirir o hábito de ver as novas promoções e avaliar se a troca de pacote vale a pena.
“Você tem necessidade mesmo daquilo?”, pergunta Paixão, da Fipecafi. Ele diz que é preciso ter a consciência de que tudo é cobrado. Assim, avalie por exemplo a necessidade de tirar tantos extratos bancários mensalmente.

Pesquise preços. A dica básica dada em finanças também vale aqui, principalmente se o serviço não for algo pessoal, como um cabeleireiro ou manicure, em que a preferência e gosto pesam. Em mecânicos e passagens aéreas, por exemplo, vale a pesquisa.

Não se empolgue nas compras. Ao oferecer 10 horas de internet ilimitada ou alguns minutos de graça, operadoras acabam fisgando o consumidor mais impulsivo. “É preciso fazer uma análise retrospectiva de consumo para calcular quanto ele utiliza antes de adquirir qualquer pacote”, sugere Nogami, do Insper.

Estudar também é caro. A inflação de cursos regulares subiu 2,91% em julho. Não perca tempo. Quase sempre escolas e faculdades oferecem descontos, caso haja algum parente também matriculado. Se você estuda com alguém da família, procure seus direitos.

Táxi X Carro. Apesar de em grandes cidades do Brasil o táxi ser caro, talvez compense trocar o carro próprio pelo serviço, se o consumidor morar perto do trabalho e da faculdade. “Andar de carro próprio, além de ser um hábito que prejudica a saúde, custa no mínimo R$ 15 mil por ano, entre manutenção, seguro, etc”, diz Paixão.

Publicado em 21/08/2012
Yolanda Fordelone – Agência Estado

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