6 dicas para falar sobre a crise financeira com as crianças

Os pais podem achar que falar sobre a crise financeira com crianças é perda de tempo, mas o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos defende que a partir dos 3 anos elas já conseguem entender que é preciso economizar.

Segundo o especialista, a crise é um momento único e propício para reconstruir os hábitos dos filhos e diz que até conceitos mais complexos, como o de juros, podem ser ensinados para os maiores de 7 anos.

Veja as dicas do educador financeiro para abordar o tema com as crianças e ensiná-las a conter gastos:

1. Inclua os filhos nas discussões familiares

A crianças deve participar das conversas em que planejamento financeiro da família é discutido. As novas escolhas e prioridades têm de ser informadas aos filhos.

2. Aborde o tema com exemplos lúdicos

Apostar no lúdico é a melhor saída. Na hora de começar a conversar sobre o assunto com a criança, o especialista sugere artifícios como histórias em quadrinhos e livros infantis em que a situação de crise financeira é retratada de alguma forma.

3. Peça que a criança desenhe seus sonhos materiais

Outra sugestão lúdica é pedir para que as crianças retratarem seus sonhos – que podem incluir coisas materiais – em desenho, para depois seguir para os passos seguintes.

4. Ensine a reconstruir hábitos

Algumas trocas têm de ser feitas”, explica Reinaldo. Mostre à criança que água, eletricidade e até doces valem dinheiro e ensine como economizar reconstruindo hábitos, como apagar a luz do cômodo que não está sendo usado e fechar a torneira ao escovar os dentes.

É necessário provar para a criança que a economia vale a pena. Depois de algum tempo mantendo os novos hábitos, dê a ela algo que queira bastante, como por exemplo algum brinquedo que tenha sido desenhado anteriormente

5. Engorde o cofrinho junto com a criança

Ensine seu filho a juntar moedas no cofrinho e depois, na companhia dele, vá até uma loja com o dinheiro poupado e compre algo que ele queira.

O educador financeiro explica que o dinheiro no cofre é simbólico e, portanto, não é necessário comprar algo do exato valor que foi poupado. As moedas podem servir como parte do pagamento.

“A criança começa a entender que economizar está enchendo o cofrinho e pode contribuir para a realização dos sonhos dela.”

6. Converse numa boa sobre a situação 
“Nada de fazer terrorismo”, defende Reinaldo. Ele acredita nas conversas amigáveis e sinceras para explicar a crise para as crianças.

Fonte: Midia News

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