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Endividamento: O perigoso caminho do consumo descontrolado

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Com o aumento dos apelos ao consumo e a facilidade de acesso ao crédito, cada vez mais as pessoas estão se deixando levar para uma situação de endividamento superior ao nível considerado saudável. Na opinião de especialistas, um patamar saudável seria de até 20% dos ganhos.

Isso tem acontecido não somente pela necessidade de consumo e sim pela sustentação de um padrão de vida, acima da realidade. Este padrão de consumo muitas vezes está relacionado à tentativa de se enquadrar dentro de um grupo social em que o indivíduo é valorizado pelo que possui, e não pelo que ele realmente é. Por isso, acabam adquirindo produtos de valor mais elevado, como roupas, calçados, eletrônicos, celulares e até bens duráveis como carros e casas.

A falta de educação financeira também é apontada como uma das causas do aumento do nível de endividamento. Há certa falta de preparo para lidar com um orçamento, pois muitas pessoas nem se quer tem o hábito de realizar o acompanhamento do orçamento pessoal. É uma fatia da população acostumada a utilizar o limite do cheque especial e do cartão de crédito, além de realizar as compras de maior valor com parcelamentos longos, analisando apenas se o valor da parcela “cabe no bolso”.

Uma pesquisa recente do instituto Fractal mostra que os brasileiros com salário de até R$ 1.400 estão com 30% de seu ganho líquido comprometido com financiamentos até o Natal de 2010. Há pesquisas realizadas pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) quem mostram que os brasileiros não se sentem endividados quando possuem dívidas, mas somente se não conseguem pagá-las.

É preciso cuidar de seu próprio orçamento, pois os bancos e as financeiras, não estão preocupados com a saúde do seu bolso, tampouco os vendedores, que desejam simplesmente concretizar a venda.

Segue uma fórmula básica para analisar a sua situação financeira:

  • Fazer as contas de qual é a sua renda líquida (descontada de todos os impostos);
  • Destinar 10% para investimentos;
  • Utilizar em torno de 70% para gastos com despesas essenciais;
  • Considerar os 20% que sobram para os financiamentos.

Para os que não estão com a situação financeira dentro de um nível considerado saudável, seguem algumas recomendações que podem evitar o agravamento da situação:

  • Evitar o parcelamento de despesas freqüentes, como combustível, restaurante etc;
  • Evitar ter diversas prestações de valores pequenos, pela dificuldade em lembrar e pelo efeito da soma no orçamento;
  • Anotar todas as despesas, e antes de comprar tenha certeza de que o valor da prestação está dentro do valor destinado aos financiamentos no orçamento;
  • Nunca pagar apenas o mínimo da fatura do cartão, pois no mês seguinte o saldo será acrescido de juros (em média 12% ao mês, a maior taxa atualmente praticada no Brasil) e somado às compras do período.

Para as pessoas que enfrentam certa dificuldade em realizar o controle do orçamento, vale lembrar que com o apoio de um planejador financeiro é possível realizar um diagnóstico da situação financeira, definir objetivos de curto, médio e longo prazo, elaborar e implementar um planejamento financeiro para atingir os objetivos.

Publicado em 21/06/2010
Site: http://www.saudedobolso.com

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