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A crise apertou? 17 dicas antipáticas (mas eficazes) de economizar dinheiro

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Crise, crise, crise. Parece que não se fala em outra coisa nesse País a não ser crise. Não é à toa, o País vive uma profunda e grave crise econômica, que só tende a piorar se, dentre outras medidas, os ajustes fiscais necessários para consertar os rumos das contas públicas não forem implementados.

Em tempos de inflação nas alturas, índices de desemprego assustadores e taxas de juros estratosféricas (que penalizam os devedores, apesar de garantirem boas rentabilidades na renda fixa para os investidores), é preciso antes de mais nada fazer sobrar dinheiro no final do mês.

E, se você tem dívidas, a coisa fica pior ainda, pois não há como manter a paz de espírito quando se tem débitos pendentes de regularização.

Por tudo isso, e para te ajudar, caso você esteja numa situação de super endividamento, vou revelar, nesse artigo, 17 dicas para economizar dinheiro, e fazer com que você tenha mais dinheiro para pagar suas dívidas. A maioria dessas dicas é, reconheço, antipática, e boa parte delas pode inclusive piorar sua qualidade de vida, mas você precisa entender que não existe qualidade de vida se não existir qualidade de vida financeira, e não existe qualidade de vida financeira se você estiver acumulando somente dívidas e tralhas, em vez de estar acumulando investimentos e ativos. Como eu disse em outro artigo, riqueza não é o quanto você gasta, mas o quanto você acumula.

Economizando

O que aconteceu da última vez que você ficou doente de forma grave? Provavelmente você não pôde ir ao trabalho, assistir aulas ou mesmo sair de casa. Teve que ficar a maior parte do tempo na cama, tomando remédios, dormindo, e esperando o tempo passar.

Se você tem muitas dívidas, a situação é muito semelhante. Você não tem saúde financeira. Você tem doença financeira. E, se você está doente financeiramente, é preciso abrir mão de muitas coisas, porque você precisa recuperar sua saúde financeira. Não se trata de uma opção: ou você faz aquilo que você tem que fazer para sair das dívidas, ou você quebra de vez.

Se a má notícia consiste na necessidade de fazer sacrifícios, a boa notícia é que a maioria desses sacrifícios é apenas temporária. Uma vez recuperada a sua saúde financeira, você pode voltar a gastar mais, quero dizer, a gastar melhor. Mas entenda que o momento atual é de economizar. Economizar no modo hard. Lembre-se: todo real economizado valerá a pena. Todo real economizado tem que valer a pena.

Internet Money

1. Faça o downgrade de sua Internet para um plano de velocidade mais lenta. Sim, eu sei que isso vai significar gastar mais tempo para baixar um app ou assistir um vídeo. Mas entenda que a prioridade aqui não é ganhar tempo: é ganhar dinheiro. Como os preços dos planos de Internet aumentam conforme aumenta a velocidade, o jeito, para baixar custos e fazer sobrar um extra $$$ no final do mês, é fazer esse pequeno sacrifício. R$ 30 economizados com um plano mais lento já são R$ 180 ao final de um semestre.

2. Reveja suas prioridades alimentares. Não dá pra ficar comendo picanha todo final de semana quando se está com a corda no pescoço financeiro, não é mesmo? O mesmo se pode dizer do consumo de outros produtos alimentícios que costumam pesar no orçamento do supermercado: algumas seletas de legumes, massas e frutas importadas, refrigerantes, queijos gourmet. É preciso diminuir a conta do mercado, ainda que isso importe em alguma medida na perda de consumo de carboidratos, proteínas e fibras alimentares. Se você está em dúvida sobre quais alimentos comprar sem que haja perda do consumo de nutrientes fundamentais para seu organismo, é de bom grado pedir ajuda a um nutricionista para elaborar um cardápio low cost, ainda que não seja low carb. Já sei: sem grana pra nutricionista? Procure um atendimento gratuito em faculdade.

3. Abandone seu status bancário. De que adianta ser cliente Estilo, Van Gogh, Select, Personnalité etc., e estar devendo horrores na praça? Se você tem dívida e ainda por cima paga conta de manutenção em banco – conhecido também como pacote de serviços – está na hora de rever seus conceitos, mudando sua conta para um Pacote de Serviços Essenciais ou uma Conta Digital. R$ 55, R$ 60 ou R$ 95 economizados, todo mês, no final de um semestre geram uma economia que vai de R$ 300 a R$ 600! Como disse certa vez um leitor do blog, cliente premium é aquele que não paga tarifas!

4. Corte o cartão de crédito – ou no mínimo a sua anuidade. Pra quê pagar anuidade? Esses valores, que variam de R$ 200 a R$ 1.200,00 anuais, se economizados, podem te ajudar a quitar uma boa parte de suas dívidas. Além disso, para quem não tem disciplina financeira suficiente, ter um plástico no bolso acaba funcionando como um verdadeiro “gatilho” para gastar um dinheiro que ainda não se tem. Elimine as tentações cortando o mal pela raiz. Mas, caso não seja possível cortar o próprio plástico, que você corte pelo menos sua anuidade. No meu caso específico, eu contei uma história anos atrás dizendo como eu consegui ganhar mais de R$ 920 só negociando a isenção completa de 3 anuidades de cartões de crédito. E, em outro post, eu contei como me livrei de uma pancada de R$ 1.200,00.

5. Pare de parcelar as compras. Há inúmeras vantagens de comprar à vista. Mas o parcelamento seduz. Aaah, e como seduz! Um leitor me disse certa vez que estava perdendo o controle das parcelas do cartão de crédito. Ele tinha começado janeiro com “apenas” 7 compras parceladas, e em junho já estava rodando com nada mais nada menos do que 29 parcelas de diferentes compras no cartão, desde a compra de supermercado, até o pacote de viagem que foi concluído no Carnaval (!). Ao todos, essas 29 parcelas estavam comprometendo 40% de sua renda líquida mensal. Sei que parar de parcelar é uma medida contra-intuitiva, até do ponto-de-vista financeiro, já que parcelar permite prorrogar o fluxo da dívida, mas a questão aqui é mais pedagógica do que estritamente financeira: é preciso você dar um basta nessa história de que vai comprar porque “a parcela cabe no bolso”. Vai por mim: não existe sensação melhor do que aquela em que você sabe que vai começar o mês sem nenhuma compra parcelada pendente no cartão de crédito. Significa que você retomou o controle de sua vida financeira. Poucos hoje em dia têm esse privilégio. Bem poucos. Você quer ser um deles?

6. Elimine restaurantes. Comida fora de casa custa mais dinheiro. Preparar as refeições dentro de casa custa mais tempo. O que você, como endividado, prefere, ou melhor, precisa: (a) economizar tempo, ou (b) economizar dinheiro? Vencer as dívidas é um campo de batalha, meu caro. Prepare-se para essa guerra usando todo o arsenal de tempo que você tem. E, nesse item específico, passe a fazer menos refeições fora de casa, inclusive pequenos lanches. Lembre-se do nosso mantra: todo real economizado valerá a pena. Todo real economizado tem que valer a pena.

7. Vá para uma academia mais barata. O que, nos grandes centros urbanos, quase sempre significa uma academia menos badalada. É incrível como boa parte das pessoas hoje frequentam uma academia mais como um point de encontro social do que um lugar para a prática de exercícios físicos. Quando não ficam batendo papo com outros, ficam gastando 10 minutos sentados na cadeira extensora conversando no celular, e atrapalhando quem realmente quer se exercitar. Nada contra, mas o fato é que nas academias mais baratas, apesar de mais modestas, quase sempre você acaba encontrando também um melhor preço e coincidentemente também um ambiente mais propício para a prática de exercícios físicos, com menos gente preocupada em se exibir.

8. Peça desconto no aluguel. Se você não mora em casa própria, e é bom pagador de aluguel, mas está em dificuldades financeiras, está na hora de negociar com o proprietário do imóvel uma redução no valor do aluguel. Hoje em dia, o mercado imobiliário não está fácil para ninguém, tanto para vendedores, quanto para proprietários de imóveis alugados. Se ele te perder, dependendo do imóvel alugado e do preço atualmente pago, dificilmente ele conseguirá uma reposição de inquilino a curto prazo. Arregace as mangas e vá para uma negociação. E, se o aluguel estiver muito acima de suas possibilidades, cogite sim uma mudança para um imóvel mais barato. Com essa crise toda no mercado imobiliário, certamente o poder de barganha estará com você, inquilino, e não com o proprietário ou corretora de imóveis.

9. Vá de carona para o trabalho. Poucas coisas subiram tanto de preço nos últimos tempos quanto o valor do combustível. Se você utiliza carro próprio para ir e voltar do trabalho, perca a vergonha e veja a possibilidade de negociar uma carona ou um rodízio de caronas com seus colegas de trabalho que morem próximos a você ou que façam um trajeto que não fique muito fora de mão. Se o “calo estiver apertando pra valer”, e até aqueles R$ 400 mensais de gasolina estão pesando demais no seu bolso, vá de metrô ou ônibus para o trabalho. Vai gastar mais tempo? Sem dúvida. Mas, em contrapartida, vai economizar uma bela grana ao final de cada mês.

Fonte: Valores Reais

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