Com a inflação mais alta dos últimos 12 anos, pesquisar tornou-se fundamental para economizar. Em um mesmo supermercado, o preço do molho de tomate varia até 305% de acordo com a marca escolhida.
O DIÁRIO pesquisou os 14 alimentos vilões da inflação em junho. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) está em 8,89%, o maior desde 2003. O preço da cebola, campeã de aumento, com 23,78%, varia 14,3% nas quatro redes de supermercados visitadas.O preço do produto vai de R$ 6,99 o quilo, no Carrefour e no Dia, a R$ 7,99, no Extra.
Já o alho a granel chega a custar R$ 5,60 a mais de um mercado para o outro. Em junho, o item subiu 2,6%. No acumulado de maio de 2014 a junho passado, a alta foi de 26%.
Um sanduíche simples, como queijo quente, também pode ficar mais barato. Devido às marcas diferentes, o quilo da muçarela fatiada no Extra vai de R$ 21,50 a R$ 33,90 — valores mais caro e mais barato encontrados pela reportagem. Já o quilo do pãozinho sai 10% mais caro entre uma loja a outra.
Uma opção para economizar é optar pela chamada “marca própria”. São produtos produzidos pelas redes. No Carrefour, por exemplo, uma caixa com 12 unidades de hambúrguer do supermercado fica 34% mais em conta do que a da Sadia. Os preços são R$ 7,69 e R$ 11,69, respectivamente.
Mais pesado/ A coordenadora de índices de preços ao consumidor do IBGE, Eunice Nunes, chama a atenção para o peso que o setor dos alimentos tem no orçamento familiar. “Embora a taxa seja inferior a maio (0,63% em junho contra 1,37% no mês anterior), esses preços aumentaram e trouxeram diminuição de dinheiro no bolso das pessoas.”
O IPCA atingiu o pior índice para o mês de junho desde 1996. De acordo com a coordenadora, historicamente a taxa de junho apresenta redução com relação a maio No entanto, os gastos “adminstrativos” como energia, taxas de água e esgoto e despesas pessoais, influenciaram na inflação maior.
Fonte: DSP





