“Os filhos em casa aumentam as despesas naturalmente, até com o consumo de energia elétrica, televisão ligada mais tempo, geladeira aberta mais vezes. Também ocorre que as pessoas querem curtir mais a vida, viajar. Com tudo isso vai o dinheiro, que é um recurso com o qual temos que ter respeito”, explica Reinaldo Domingos, presidente da Dsop, empresa especializada em educação financeira.
Domingos lembra que o fim do ano também traz um aumento de renda, com a chegada do 13º salário, porém alerta sobre o risco de perder o controle dos gastos em função do aumento da receita. “Não é apenas a renda que aumenta. Os gastos também sobem, e as famílias devem lembrar que vai ocorrer o aumento das tarifas públicas. “Agora que a eleição passou e o governo não vai mais represar as tarifas, temos que nos preparar para este início de ano com contas maiores. Se não houver reserva, vai faltar recurso”, afirma.
Diagnóstico. Para aqueles que já identificaram que terão problemas na hora de pagar todas as contas do início do ano, Reinaldo Domingos diz que a primeira coisa a ser feita é um diagnóstico financeiro. “A família deve se reunir e levantar todos os gastos dos últimos 30 dias, por menores que sejam, para saber o caminho que o dinheiro está fazendo”, ensina Domingos. Um erro comum é a pessoa provedora tentar resolver o problema sozinha. “Todos devem se envolver, inclusive as crianças. A perda do dinheiro pode acontecer na base da família”, alerta.
Motivação. Outra dica importante na hora de colocar a vida financeira em dia é a motivação. “Os membros da família devem ter seus sonhos, seus projetos. Elas vão economizar para alcançar esses objetivos. Como motivar uma criança a diminuir o tempo do banho? Lembrando que aquela atitude vai ajudar na realização de um sonho dela”, ensina.











