A qualidade da vida social de uma pessoa pode ter grande impacto na saúde, tanto quanto uma dieta saudável e uma rotina de exercícios. Há cada vez mais evidências de que ser um membro ativo de um grupo social reduz significativamente os riscos de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), desenvolver demência ou até mesmo se resfriar.

“Somos seres sociais. Fazer parte de grupos – de times de futebol a clube de livros ou trabalhos voluntários – dão sentido a nossas identidades sociais” diz Alex Haslam, pesquisador da Universidade de Exeter. “É necessário que a classe médica seja sensibilizada sobre o fato de que a vida em grupo pode proteger nossa saúde mental e física. É muito mais barato que medicação, com nenhum efeito colateral”, enfatiza Catherine Haslan, outra pesquisadora do grupo.
Entre os exemplos de estudos feitos nas universidades mais recentemente, há o caso (publicado no periódico Ageing and Society) de como pacientes recém-chegados a um serviço de asilo para idosos se declaravam mais felizes, comparados com outros grupos já instalados, simplesmente participando de atividades como a decisão coletiva sobre a decoração da área comum das dependências de internação. Os resultados se mantinham sem muita variação depois de 6 meses de acompanhamento. Em um estudo similar, publicado em Psychology and Aging, foi demonstrado uma melhora da memória nos pacientes e em um terceiro grupo acompanhado, cujo estudo foi publicado no Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology, o avanço dos sintomas de demência diminuiram em pacientes que haviam iniciado algum tipo de atividade onde se reconheciam como membros de um grupo.
Publicado em 02/12/2009
Science Daily