Decisão de adiar filhos afeta aposentadoria: veja por quê

As mulheres têm optado por se tornarem mães cada vez mais tarde, principalmente em função do crescimento profissional. Dedicam-se ao trabalho, aos estudos e outros projetos pessoais, deixando para concretizar o sonho da maternidade quando estiverem mais maduras e realizadas em outros segmentos de suas vidas.
Esta decisão deve ser considerada pelo casal no planejamento financeiro, sobretudo quando se pensa em aposentadoria. Você sabe por quê?

Vamos considerar o exemplo de uma mulher que se torne mãe aos 40 anos de idade: quando estiver com 60 anos, provavelmente aposentada, terá um filho com 20 anos e arcará com custos de universidade, plano de saúde, alimentação, transporte etc., até que ele seja financeiramente independente.

Sendo assim, o planejamento da sua aposentadoria deve ser diferente, prevendo essa série de despesas em relação ao filho. É importante considerar que somente o valor recebido do INSS não será suficiente para cobrir estes casos. Neste caso, os pais vão precisar acumular recursos ao longo da vida para complementar sua renda no futuro.

E mais: o dinheiro precisa durar! Considerando que vivemos cada vez mais, neste exemplo a mãe terá, no mínimo, vinte anos como aposentada (caso se aposente aos 60).

E como resolver?

Quando se fala em aposentadoria, o ideal é sempre planejá-la de olho no longo prazo: quanto antes começar, melhor, pois isso reduz o esforço de poupança. Uma pessoa que começa a poupar aos 20 anos poderá acumular recursos com muito mais calma do que alguém que decide fazê-lo aos 35 anos, por exemplo.

Sendo assim, é recomendável aproveitar os anos de ascensão profissional para já acumular recursos. Nesta fase da vida, sem filhos, seus gastos tendem a ser menores e, organizando seu orçamento, poderá iniciar o planejamento da sua aposentadoria.

Com o nascimento dos filhos, as despesas aumentam e seu poder de poupança será bem menor. Sua contribuição mensal com olhos na sua aposentadoria tende a diminuir naturalmente, com os custos com alimentação, educação, vestuário e plano de saúde da criança, entre tantas outras despesas.

Outro aspecto a ser considerado: o fato de adiar a gravidez pode exigir, mais tarde, alguns tratamentos de fertilização para que o sonho se concretize. Tudo isso deve ser considerado no seu planejamento. Que tal começar?

Publicado em 25/06/2013
Finanças práticas

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