Educação financeira para crianças evita adulto endividado

Educar financeiramente uma criança é um trabalho árduo e que pode interferir diretamente no futuro dos jovens. Para que essa trajetória seja bem-sucedida, especialistas ouvidos pelo R7 defendem a necessidade de uma relação conjunta entre famílias e escolas para abordar o tema.

De acordo com a superintendente de educação corporativa da Mongeral Aegon, Patrícia Campos, as relações entre famílias e escolas atreladas têm condições de refletir positivamente na vida das crianças. Na avaliação dela, a união ajuda na formação de uma geração mais consciente financeiramente, que terá uma melhor relação com o dinheiro no futuro.

— A educação financeira deveria constar [na grade curricular das escolas] e ser incentivada em uma parceria com a própria família. Não adianta trabalhar com as crianças apenas na escola quando o núcleo familiar não entende essa parte.

O educador financeiro Rafael Seabra partilha do mesmo pensamento de Patrícia. Ele afirma que passar noções de finanças desde cedo aos filhos é importante para que se aprenda a lidar com o dinheiro, administrar o próprio orçamento e conseguir poupar uma parte da grana.

— Infelizmente, a gente vive uma realidade na qual não aprendemos a educação financeira em muitos lares e nem nas escolas. Não existem políticas públicas voltadas para a educação financeira e isso causa a situação que a gente vê se agravar cada vez mais.

Seabra ressalta ainda que “de nada adianta” tentar ensinar sobre as formas de utilizar corretamente o dinheiro sem passar o exemplo para os pequenos. Segundo o educador, os filhos de pais com maus hábitos financeiros tendem a seguir o mesmo caminho, que, segundo ele, é “muito difícil de contornar”.

Patrícia, por sua vez, avalia que, apesar de ainda não ter uma grade obrigatória a respeito da educação financeira nas escolas, muitas instituições de ensino já fazem trabalhos com os pais para orientar sobre administração e planejamento financeiro.

— As escolas já reconheceram o valor de educar as crianças para saber lidar bem com o dinheiro, para ela não ter um futuro financeiro comprometido. […] Hoje, tem escolas que já introduzem a educação financeira para crianças a partir dos quatro anos.

Idade

Para Patrícia, é possível começar a ensinar as relações financeiras para os filhos a partir do momento em que a criança já passa a reconhecer o que é dinheiro.

— Se a criança tem a fundamentação básica dos conceitos da matemática, que hoje já pode ocorrer a partir dos cinco anos e meio, ela já pode ser introduzida [à um processo de educação financeira].

Seabra analisa que o momento ideal para começar a falar de dinheiro para as crianças deve levar em conta o comportamento do filho e dos pais. De acordo com o educador, a criança passa a ter conhecimentos do valor real do dinheiro na medida em que ela cresce.

— Acho que depois do sete anos, quando ele já passou pelo processo de alfabetização, você pode dar uma semanada. São noções bem básicas que fazem eles aprenderem a gerenciar melhor o dinheiro.

Fonte: R7

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