Fundos de pensão mostram a sua força

“Os fundos de pensão formam um sistema sólido e muito bem estruturado e que conta com leis e normas que ajudam a fomentá-lo”, disse o Presidente da ABRAPP, José de Souza Mendonça, na entrevista coletiva que concedeu à imprensa local e nacional no recinto do 30º Congresso. Novas regras, como as trazidas pela Resolução CMN 3792, que rege os investimentos, contribuem para aumentar essa solidez, mas não se espera delas impactos profundos e imediatos e nem seria isso necessário, uma vez que sob diferentes normatizações os fundos vem conseguindo há décadas resultados sempre muito superiores ao mínimo atuarial exigido.

De 1995 até o ano passado a rentabilidade acumulada subiu a 1.225%, contra uma necessidade atuarial de 220%. Nos últimos 14 anos somente em 2008 os fundos de pensão encerraram o exercício com um resultado negativo, mas uma forte recuperação já se fez sentir no primeiro semestre de 2009. Em julho último a rentabilidade já era de 11,7%, contra um passivo atuarial de 6,55%. A projeção é de que até dezembro seja possível chegar a um retorno anual acumulado de 16,76%, um percentual bastante superior aos 10,71% exigidos (INPC + 6%).

Portanto, o sistema é mesmo sólido e até o ano 2021 deverá estar, conforme projeções conservadoras, administrando um patrimônio de R$ 1,6 trilhão, equivalente a 40% do PIB brasileiro de então. Até o final de 2009 deverá praticamente zerar as perdas patrimoniais sofridas no difícil ano passado, devendo faltar não mais de R$ 10 bilhões para consegui-lo por inteiro.

A Resolução 3.792 veio propiciar maior flexibilidade à gestão dos investimentos, notou Mendonça, mas sem que isso venha a significar que os fundos tendam a mudar substancialmente a sua forma de aplicar os recursos nas próximas semanas ou meses. As novas regras abrem novas possibilidades em termos de fundos estruturados, investimentos no exterior e mais espaço para a renda variável, mas no entender de Mendonça a verdade é que “ainda há muitas formas de se ganhar com a renda fixa, mesmo porque os juros deverão voltar a subir, e ainda não faz sentido olhar para o Exterior quando existem tantas oportunidades aqui no Brasil”.

Reforça a crença nos bons retornos ainda proporcionados pelos juros o fato de que ao redor de uma terça parte dos recursos aplicados pelos fundos em renda fixa estão concentrados em títulos públicos que só vencerão a partir de 2014, comprados em um tempo em que o Tesouro pagava melhor do que hoje. Estão investidos nesses papéis cerca de R$ 96 bilhões.

Publicado em 10/11/2009
ABRAPP

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