JULHO/14 – ANÁLISE DO MERCADO E ESTIMATIVA DE RENTABILIDADE.

No Brasil o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) divulgou em 24/07/14 a ata de sua reunião de julho. Reforçou a ideia de manutenção da taxa de juros Selic em 11% ao ano, sem viés, por um longo período.

A inflação brasileira, provavelmente fechará 2014 entre 6% e 6,50% ao ano e em 2015 não será muito diferente, conforme indicações da pesquisa “Focus” realizada pelo Banco Central (Bacen) junto aos maiores bancos e consultorias do país. Convergência para o centro da meta de 4,5% ao ano somente seja possível em 2016.

Impulsionada por fluxo positivo de capitais externos que alcançou a cifra de R$ 3,5 bilhões de 01 a 30 de julho, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), principal termômetro do mercado acionário brasileiro, teve valorização de 5% acumulando ganhos de 8,38% nos primeiros sete meses de 2014 e 15,73% nos últimos 12 meses.

No segmento de renda fixa o índice, IMA-b, que mede o desempenho das Notas do Tesouro Nacional – série b (NTNbs), se valorizou 1,13% em julho, após ter subido apenas 0,06% no mês anterior, a taxa de juros Selic, referência para aplicações no mercado de renda fixa, fechou em 0,95%, contendo julho/14, 23 dias úteis, e o dólar americano se valorizou 2,95% frente ao Real.

Do lado internacional podemos destacar dois eventos que fizeram a diferença nos mercados:

A decisão do Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) que anunciou no último dia 30/07 um novo corte de US$ 10 bilhões nas compras mensais de títulos, passando de US$ 35 bilhões para US$ 25 bilhões, a partir de agosto e a manutenção da taxa de juros básicos da economia americana entre 0% e 0,25% ao ano. Também os conflitos entre Israel e Palestinos e, Ucrânia e Rússia, ambos distantes de solução definitiva, agregam riscos geopolíticos e afetam diretamente o funcionamento dos mercados financeiros globais.

Estimativa de Rentabilidade das cotas em Julho/14.

Com os dados que já dispomos estimamos que as rentabilidades das cotas dos planos de benefícios devem situar-se nos seguintes intervalos:


Entre +0,75% e +0,80% para os três planos de benefícios, Plano de Benefícios I, Multifuturo I e Multifuturo II.

Os resultados podem ser diferentes entre os planos em função da composição das aplicações financeiras de cada um deles e do critério de marcação dos papéis em carteira.

Destaca-se que em julho, pelo critério de marcação dos ativos na curva, os papéis federais com rendimentos atrelados a inflação, as denominadas NTN – Notas do Tesouro Nacional série “b” e série “c” – e que fazem parte das carteiras dos planos de benefícios administrados pela Fusesc, renderam, pontualmente, +0,84% e -0,09%, respectivamente, em decorrência da variação do IPCA (índice de preço ao consumidor ampliado), em torno de +0,15% e do IGPM (índice geral de preço de mercado) com variação negativa de -0,61%.

Informamos que já iniciamos a elaboração da lâmina de rentabilidade, que inclui todas as informações relevantes do seu Plano de Benefícios, como dados atuariais, de ativos, patrimoniais, contábeis e de seguridade, o que exige a interveniência de vários agentes, sendo prevista sua publicação após o dia 20, tão logo esteja completa e revisada.

Publicado em 05/08/2014
Área de Investimentos

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