Maioria usa plano de previdência apenas para poupar

Cerca de 80% dos clientes não guardam recursos para a aposentadoria, mas para adquirir imóveis, veículos e viajar.

Os planos de previdência complementar estão em processo de mudança. O número de pessoas que destinam o montante acumulado à aposentadoria é cada vez menor. “A maior parte dos beneficiários que chegam ao final do plano acaba utilizando os recursos para outro fim que não a renda complementar”, diz Renato Russo, vice-presidente de vida previdência da Sul América, estimando algo em torno de 80% para o mercado.
Na seguradora essa correlação é ainda maior: das 7 mil pessoas que atingiram idade de aposentadoria, apenas 300 optaram pela renda, seja vitalícia ou temporária.

A flexibilidade dos planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é o principal motivador dessa mudança de perfil, segundo Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência. “Ao contrário dos planos tradicionais, cujo caráter é previdenciário, o PGBL e VGBL são vistos como uma poupança de longo prazo por serem flexíveis”, aponta.

Ainda assim, na opinião do executivo, mais de 80% dos clientes que iniciam a contribuição de um plano de previdência visam a aposentadoria.

“Isso não vai mudar. A maioria das pessoas continuará buscando um plano de previdência com o intuito de complementar a renda”, afirma.

Resgate antecipado

Apesar de a indústria de previdência privada ter sido regulamentada em 1977, o atual momento é de arrecadação. “Como o produto tem bastante flexibilidade, nada impede que, durante a fase de acumulação, o beneficiário resgate antecipadamente os recursos”, explica Mauro Guadagnoli, superintendente comercial da Brasilprev, braço de previdência privada do Banco do Brasil (BB).

Das solicitações de resgates antecipados registradas pela companhia em 2010, com valor superior a R$ 5 mil, 17% corresponderam a planos voltados a crianças e adolescentes. Do restante, 62,2% resgataram para objetivos e projetos pessoais, tais como aquisição de imóvel, educação e viagens; 14,4% para pagamento de dívidas (incluindo quitação de automóvel ou imóvel); 14,8% para outros propósitos e 8,6% não informaram.
“Em relação ao ano anterior, resgates para fins como viagem, estudo e comemorações cresceram.

Em contrapartida, resgates para pagamento de dívidas e impostos caíram em relação a 2009”, destaca Guadagnoli, complementando que a compra de um bem ainda é o principal motivo que levam as pessoas físicas a resgataremo benefício.

Para Luiz Claudio Friedheim, diretor de marketing da Mongeral Aegon, a destinação dos recursos acumulados por beneficiários de planos de previdência complementar não mudou nos últimos anos. “Há quemcontrate um plano, seja PGBL ou VGBL, pensando na aposentadoria, acumular reservas no médio/ longo prazo a fim de viabilizar projetos de vida ou mesmo iniciar uma poupança para filhos e netos. A decisão depende do planejamento de cada um”, diz.

Entretanto, outras tendências têm sido registradas pelo segmento.

“Aumento da contratação de planos para menores de idade, ingresso de pessoas mais jovens nomercado de previdência complementar e crescimento da demanda pelo público feminino”, afirma Friedheim, lembrando que isso é reflexo da ascensão das classes de menor poder aquisitivo e busca pela qualidade de vida.

Das solicitações de resgates antecipados em2010, com valor superior a R$ 5 mil, 17% corresponderam a planos voltados a crianças e adolescentes.

Publicado em 10/02/2011
(Segs)

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