Pesquisa comprova que brasileiros não se preparam para velhice

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Os brasileiros são os mais otimistas com relação à velhice. Mas as pessoas não se preocupam em planejar. Segundo a pesquisa, os mais velhos contam com a família para cuidar deles.

Uma pesquisa feita em 12 países mostra que os brasileiros são os mais otimistas com relação à velhice. Mas as pessoas não se preocupam em planejar. Segundo a pesquisa, os mais velhos contam com a família para cuidar deles.

Muitas vezes a família não tem condições de assumir essa responsabilidade. O levantamento aponta que pouquíssimas pessoas pensam em poupar para se garantir na terceira idade. Quanto mais tarde nos preocuparmos com isso, mais dinheiro será preciso economizar.

A pesquisa feita em 12 países revelou uma geração que se sente jovem aos 70, 80 anos – 72% dos entrevistados com mais de 65 anos não se sentem velhos.

“É engraçado, a cabeça e o coração não sabem que o corpo está velho”, diz a bibliotecária Maria Alice de Vicenzo.

“Eu tenho idade mas não sou velha”, diferencia a aposentada Dirce de Marzi.

O Brasil se destaca pelo otimismo: 46% dos adultos com menos de 65 anos não acham preocupante envelhecer. E mais: aqueles que até encaram com bons olhos a terceira idade chegam a 17%, o maior índice entre os 12 países.

O lado preocupante é que 64% dos brasileiros não se preparam para a velhice. Mais da metade nem sequer começou a pensar nela e apenas 7% reservam algum dinheiro para quando a aposentaria chegar.

“Agora que é mais jovem, não pensa no que vai acontecer quando estiver com 70, 80 anos. É uma realidade ainda muito longe”, admite a professora Cíntia Molina.

“Vai fazendo as coisas conforme vai vivendo. É difícil pensar no futuro quando as dificuldades acontecem agora”, destaca o analista de sistemas Rogério Mendes.

E 76% dos brasileiros acham que a família vai estender a mão. Será que é seguro contar com a família na velhice? É bom lembrar que as estruturas familiares estão mudando rapidamente. O número de filhos é menor, a expectativa de vida é maior e o índice de divórcios cresce. Com isso, aumenta o risco de o idoso ficar desamparado.

“Eu tenho que tocar o barco, eu e minha mulher, nós vamos ter que nos virar sem eles, embora acredito que eles estejam sempre presentes nas nossas vidas”, comenta o advogado Sérgio Barbosa.

O especialista em finanças pessoais Ricardo Humberto Rocha fez os cálculos. Para ter R$ 400 mil guardados na velhice, é preciso pôr na poupança R$ 346 por mês durante 30 anos. Quem economizar por apenas 15 anos terá de guardar R$ 1.292 por mês.

“Minha sugestão é, primeiro, que a pessoa determine quanto que ela vai precisar de dinheiro no futuro. Se ela não tem nenhuma aposentadoria ou se ela já tem alguma aposentadoria. Feito isso, ela comece a guardar dinheiro todos os meses. Mas acho que a dica mais importante é a consciência. Quanto mais cedo começar a guardar, melhor”, alerta o professor de finanças Ricardo Humberto Rocha.

A pesquisa também revelou uma grande preocupação dos brasileiros relacionada à velhice: 61% disseram que têm medo de perder a memória e, principalmente, de perder a independência.

Publicado em 19/10/2010
Programa Bom Dia Brasil – 19/10/2010

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