Quase 1/3 dos inadimplentes fica com nome sujo por dívidas que não são suas

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) fez uma pesquisa inédita com inadimplentes e descobriu que quase um terço deles ficou com o nome sujo por causa de dívidas que não eram suas. Quinze milhões de brasileiros estão nessa situação. O resultado foi divulgado naa sexta-feira (17) em rede nacional.

Segundo o estudo, dos 54 milhões de inadimplentes de todo o país, quase 30% das pessoas ficaram com o nome sujo porque emprestaram cartão de credito, abriram crediário ou fizeram empréstimo para outra pessoa.

Essa revelação apareceu num levantamento inédito feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) com 715 inadimplentes de todas as capitais, em fevereiro. A maioria emprestou o cartão de crédito para um terceiro fazer compras (74%). Essas pessoas tiveram que pagar em média R$ 2.168 para quitar as dívidas. As mulheres são as que mais fazem esse tipo de operação.

Em Maceió, Adriana Leão, por telefone, falou de uma situação que aconteceu com ela: “Meu ex-marido, na época emprestou meu cartão para duas vizinhas comprarem em várias lojas de roupas”, destaca.

Segundo Adriana Leão, uma delas pagou a conta de pedacinho, mas pagou. “A outra pagou a primeira e a segunda parcela, teve um caso com meu marido e não pagou a despesa; até hoje meu nome está sujo na praça”, conta.

INDIVIDUAL

A economista Sarah Pessoa, especialista em economia brasileira e alagoana disse que o ideal é que cada pessoa tenha seu próprio cartão de crédito e que só empreste o nome para compras a quem se tem confiança.

Segundo ela, o que vale mesmo é a confiança, a capacidade de pagamento dela e que a pessoa que emprestou o nome verifique a regularidade desses pagamentos, tenha controle sobre isso.

“O consumidor precisa ter controle básico de suas finanças, independente de ser homem ou mulher: precisa anotar quanto ganha e quanto precisa gastar; na medida do possível poupar para os imprevistos que acontecem, deixar sempre uma reserva, nem que seja mínima, de cinco ou 10 reais”, observa.

Economista aconselha a fazer planilha com previsão de gastos

A economista Sarah Pessoa, aconselha o consumidor a fazer uma previsão de quanto vai gastar no orçamento: “Se possível fazer uma planilha no computador, ou mesmo um caderninho com anotações. É preciso controle de receita e despesa, ter uma reserva, sempre, mesmo quem recebe salário mínimo”, pontua.

Sarah Pessoa enfatiza que os juros do cartão de crédito são muito altos e com o passar do tempo, esse processo de endividamento pode se agravar caso a pessoa tenha muitos cartões, fato que não é difícil de acontecer, visto que a oferta deste produto financeiro é grande.

Ela destaca ainda que a pessoa deve guardar todas as notas, “guarde e some os comprovantes de compras para controlar melhor os gastos, enquanto a fatura não chega; a cada nova dívida contraída, mais difícil vai ficando de se sair do processo. Assim, a bola de neve vai aumentando cada vez mais”, enfatiza.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

O especialista em Educação Financeira, Vinícius Novais, disse que para aqueles que ainda não estão alavancados com o uso dos cartões de crédito, a porta de saída para a saúde financeira pode estar onde menos se espera: nos empréstimos pessoais.

Segundo o advogado Mirabel Alves, mesmo com o prejuízo e a decepção que a pessoa vai ter com quem emprestou o nome e o cartão, como indicou a pesquisa, o ideal é que a pessoa que está com o nome sujo na praça pague o débito e depois tente receber da pessoa devedora.

Abecs dá algumas dicas de como usar o cartão de crédito

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) dá algumas dicas para o consumidor usar o cartão de crédito de forma consciente: não usar o cartão como se fosse um complemento da renda ou um segundo salário; planeje suas compras e faça as contas para saber se o valor cabe no seu bolso.

“Em caso de compras parceladas, lembre-se que terá um valor do orçamento já comprometido ao longo de alguns meses; pague o valor integral da fatura do cartão de crédito na data do vencimento; estabeleça um limite real de despesas e siga rigorosamente essa meta; só use pagamento mínimo em uma emergência quando, por exemplo, você gastou a mais e não tem outra alternativa para financiar a dívida”, argumenta.

Fonte: Tribuna Hoje

 

Compartilhe este conteúdo

Compromisso com você, em todos os momentos

A Fusesc trabalha todos os dias para garantir sua tranquilidade financeira, com transparência, ética e foco no longo prazo. Conte com uma entidade que cuida do seu futuro com responsabilidade hoje, amanhã e sempre.

Conteúdos relacionados

3 de abril de 2026

Fusesc comemora 48 anos e lança novo site

No mês de seu aniversário, a Fusesc preparou um presente especial para seus participantes e assistidos: o lançamento do novo site da Entidade. O novo

Publicação

1 de abril de 2026

Leia a nova edição do jornal Fusesc Comunica

Está disponível no site a edição 205 do Jornal Fusesc Comunica. Com um novo layout, o informativo destaca, entre outros assuntos, a eficiência administrativa da

Publicação

1 de abril de 2026

Informe de Rendimentos disponível a partir de 27/02

O Informe de Rendimentos dos Assistidos, referente ao ano-calendário 2025, será enviado no dia 27/02 (sexta-feira) para o número de WhatsApp cadastrado na Fusesc. O

Publicação

1 de abril de 2026

Fusesc realiza orientação previdenciária no Badesc

  A Fusesc participou, na segunda-feira (09), de reunião promovida pelo Badesc com seus empregados para tratar do Plano de Demissão Voluntária Incentivada (PDVI). O

Publicação

1 de abril de 2026

Fusesc é uma das entidades mais eficientes do país

Estudo da PREVIC analisou dados de 246 entidades de previdência complementar. Fusesc é a mais eficiente no grupo de entidades de mesmo porte e complexidade

Publicação

1 de abril de 2026

Antecipação do Abono Anual 2026 inicia em 02 de janeiro

A partir de 02/01/2026, a Fusesc disponibilizará a linha de crédito para antecipação de 50% do 13º salário de 2026 (Abono Anual). É uma oportunidade

Publicação
Conecta