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Uma das razões para este cenário é a ausência de uma cultura de educação financeira no Brasil. A falta de conhecimento sobre a importância da reserva de emergência, ou dos modos de se montar uma verba extra, geram impactos em todos. Isso porque os dados da Fiduc respingam diretamente no número de endividados do País, que já contabiliza 70% da população. Este é o maior porcentual dos últimos 11 anos, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) referente ao primeiro semestre de 2021.

“Quando o investidor não tem uma reserva, ela precisa recorrer aos empréstimos nos bancos. Com a situação de juros no Brasil, a conta que era ruim pode ficar péssima”, alerta Valter Police, planejador fiduciário e porta-voz do Check Up de Saúde Financeira da Fiduc. Embora a crise do novo coronavírus tenha comprometido o rendimento de grande parte da população, o endividamento sempre foi alto, mesmo antes da pandemia. Em 2019, o percentual de endividados era de 64%, segundo a Peic.

Os principais erros

Um dos principais erros do investidor é a falta de planejamento. A reserva de emergência deve ser feita por todos, sem exceção. É ela que garante que os compromissos financeiros não sejam prejudicados em meio à algum imprevisto. “Ela é conhecida também como colchão de segurança e deve ser o primeiro investimento do investidor”, diz Police.

Mas para começar a poupar é preciso colocar na balança o orçamento pessoal com as despesas. Segundo Luigi Wis, especialista em investimentos da Genial, o investidor não pode querer gastar mais do que ganha. Por isso, planejar os ganhos e gastos é fundamental para conseguir fazer uma boa reserva. Antes, é preciso organizar os gastos fixos e depois definir o valor para poupar todo mês.

Fonte: Einvestidor

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