Onde aplicar o reajuste do INSS

Os cerca de 8,8 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que ganham mais que um salário-mínimo vão receber a partir de hoje os atrasados do reajuste de 7,72%. O pagamento será feito até 6 de agosto, conforme o número final do benefício.

O crédito refere-se à diferença entre o índice de 6,14%, concedido em janeiro, e o de 7,72% que foi determinado pelo Congresso e confirmado pelo governo no mês passado. O valor varia de R$ 48,78 (para quem recebia R$ 515, em janeiro) a R$ 305,15 (para quem ganha o teto, de R$ 3.416,54). A maioria, 3,5 milhões de segurados (39,7%), receberá entre R$ 48,75 e R$ 96,21.

Segundo o economista Miguel de Oliveira, da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os aposentados devem aproveitar o dinheiro extra para liquidar dívidas ou aplicar em investimentos seguros. “As opções para quem pretende investir com recursos nessa faixa de valor são a caderneta de poupança ou o fundo de renda fixa DI”. Na poupança, o rendimento é de 0,5% mais a Taxa Referencial (TR) ao mês. “Atualmente, o aposentado vai conseguir cerca de 0,64% ao mês”, diz.

Outra opção, o fundo de renda fixa DI tem os juros atrelados à Selic, que está em 10,75% ao ano. “Mas, nesse caso, o aposentado precisa se certificar se vai valer a pena. Se a taxa de administração cobrada pelo banco for acima de 1,5% ao ano, não compensa”, diz Oliveira.

No mercado financeiro, a taxa para fundos de renda fixa DI varia de 0,5% a 4%. “A taxa contratada na aplicação depende da relação que o cliente tem com o banco. Se o gerente oferecer menos de 1,5% e o rendimento da Selic, o aposentado que vai receber até R$ 305,15 de atrasados fará um bom investimento”, diz.

Outro ponto a ser considerado é o Imposto de Renda cobrado no fundo, mas não na poupança. “Qualquer que seja a escolha, o tempo da aplicação deve ser de um ano, no mínimo”, diz. Segundo Oliveira, antes de pensar em aplicar, o aposentado deve antecipar o pagamento de prestações para se livrar dos juros, especialmente os do empréstimo consignado.

POUCOS PLANOS

O reajuste sobre aposentadorias acima do salário mínimo ficou em negociação desde julho de 2009. Sob pressão dos aposentados, o índice saiu dos 5,92% preliminares, atingiu 6,14% por meio de medida provisória do governo e foi ampliado para 7,72% no Congresso, em ano eleitoral, com sanção do presidente de República.

“Não dá para fazer grandes planos com esse dinheiro, mas é melhor pouco do que nada. Ajuda a quitar as parcelas do IPTU”, compara o contador aposentado, Carlos Gama, de 72 anos. Com o benefício em torno de cinco salários mínimos, ele deve receber o retroativo em torno de R$ 250. “O valor não é suficiente para recuperar as perdas, pois eu me aposentei com 12 salários mínimos (1985), mas já foi maior que a inflação do ano”, completa.

SAIBA +

Na prática, a diferença entre o reajuste atual de 7,72% e o anterior, de 6,14%, irá representar um acréscimo entre R$ 16 a R$ 50 por mês, válido para 8,3 milhões de aposentados e pensionistas com ganhos superiores a R$ 510.

Os outros 16 milhões de aposentados abaixo do piso não sofrerão alteração no pagamento.
Quem tiver dúvidas sobre o calendário de pagamento pode ligar para a Central 135. Ou acessar o site www.previdencia.gov.br e clicar no link Extrato de Pagamento de Benefício, que fica na seção Agência Eletrônica: Segurado.

Publicado em 02/08/2010
(Jornal de Brasília)

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