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Gestão dos investimentos x retorno – maio de 2010

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A gestão dos investimentos dos recursos garantidores pagadores de benefícios e pensões dos participantes tem todas as suas características sustentadas nas políticas de investimentos, cujas estratégias abrangem ações de curto e longo prazo, adotando práticas de investimentos em ativos financeiros seguros e rentáveis objetivando assegurar o atendimento dos compromissos futuros demandados pelos seus participantes.

As oscilações do mercado financeiro, que impactam pontualmente nos retornos dos planos de benefícios, são consideradas normais e não comprometem a gestão dos recursos previdenciários, que são de longo prazo. Prova disto é o histórico do desempenho que os fundos de pensão tem obtido nos últimos anos, cujos superávits tem sido destaque inclusive na imprensa nacional.

A rentabilidade das cotas mensais dos planos de contribuição definida e contribuição variável (características dos planos que utilizam o saldo de reserva para pagamento do benefício) é frequentemente comparada com os fundos de investimentos do sistema bancário e inclusive com a poupança.
Por isso, é importante lembrar que planos de benefícios seguem diferentes modelos de alocação dos ativos. As diferenças existentes entre os planos de benefícios precisam ser respeitadas, elas estão traduzidas na política de investimentos e na gestão de riscos que a entidade pratica.

Assim, esclarecemos que essas comparações não refletem os objetivos estabelecidos para as duas modalidades de investimento citadas, justamente em razão das características totalmente distintas: os fundos administrados pelos bancos e a poupança contemplam o investimento de pequenos poupadores com foco na liquidez diária, enquanto os recursos dos planos de previdência complementar possuem compromissos de longo prazo, para formação de um patrimônio que garanta o pagamento de aposentadoria e pensões aos participantes e seus dependentes.

Rentabilidade do segmento em maio – amostragem

Na amostra de 162 planos de benefícios que possuem patrimônio superior a 115 bilhões, conforme estudo realizado pela Empresa de Consultoria Financeira – RiskOffice, mostrou que a mediana de rentabilidade dos mesmos ficou em – 0,14% no mês de maio.

Os planos que possuem maior parcela do patrimônio aplicada no segmento de renda variável (ações), tiveram retornos médios piores, em virtude da queda de 6,64% do Ibovespa (ações) por causa da crise fiscal pela qual passam alguns países europeus.

De acordo com o referido estudo, a rentabilidade por categoria ficou assim distribuída: –0,55% para os planos de contribuição definida (CD); –0,20% para os planos de contribuição variável (CV); 0% para os planos de benefícios definidos (BD) e de –0,14% para a média consolidada dos 162 planos, de acordo com o quadro abaixo:

Quadro com as rentabilidades consolidadas dos 162 planos de benefícios em maio/2010:

Mês de maio/10
RENDA FIXA
RENDA VARIÁVEL
CONSOLIDADO
Mediana Planos CD
0,73%
-6,03%
-0,55%
Mediana  Planos CV
0,84%
-6,32%
-0,20%
Mediana  Planos BD
0,91%
-6,47%
0,00%
Mediana dos Planos
0,80%
-6,24%
-0,14%

 

Fonte: RiskOffice

Rentabilidade da Fusesc em maio

Os planos de benefícios administrados pela Fusesc conseguiram desempenho um pouco melhor do que a mediana dos fundos de pensão. Isto ocorre porque nossa exposição em renda variável (ações) é inferior a média do segmento dos fundos de pensão, que gira em torno de 15%, enquanto a Fusesc possui apenas 6%.

Durante o mês de maio parte dos investimentos em fundos multimercados e de renda variável foram resgatados e os recursos aplicados em Letras do Tesouro Nacional, (LTNs), procurando otimizar o retorno à taxas compatíveis ao CDI.

Em razão dessas alterações, nossas expectativas são de que já no mês de junho o retorno ficará bem próximo à taxa CDI, que projeta para o mês um rendimento de 0,80%.

Para o retorno anual mantemos a expectativa de superar a meta estabelecida na Política de Investimentos, ou seja, de superar a taxa rentabilidade do CDI.

Veja abaixo como estão distribuídos os investimentos da Fundação no final de maio de 2010:

 

Distribuição dos Investimentos em 31/05/2010
em %
Em R$
Papéis de Emissão do Tesouro Nacional
88,79%
1.393.412.888,79
Letras Financeiras do Tesouro Nacional – LFTs
57,00%
894.521.169,74
Letras do Tesouro Nacional – LTNs
5,04%
79.094.503,43
Notas do Tesouro Nacional – Série b – NTNB
16,07%
252.192.196,45
Notas do Tesouro Nacional – Série c – NTNC
10,68%
167.605.019,17
Depósito a Prazo com garantia do Governo Federal
1,26%
19.773.625,86
DPGE
1,26%
19.773.625,86
Carteira de Ações
0,76%
11.926.948,93
Petrobrás (PN)
0,76%
11.926.948,93
Carteira de Imóveis
3,99%
62.616.481,88
437 Inscrições Imobiliárias (500 un. autônomas)
3,99%
62.616.481,88
Carteira de Empréstimos a Participantes
2,65%
41.587.387,72
Aproximadamente 3.100 contratos
2,65%
41.587.387,72
Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios
1,56%
24.481.632,01
FIDCs
1,56%
24.481.632,01
Debêntures
0,99%
15.536.420,32
Debêntures Adquiridas em 1994,1995 e 1996
0,99%
15.536.420,32
   Total do Patrimônio Líquido (PL)
100,00%
  1.569.335.385, 51

Apesar do rendimento de maio, os planos de benefícios da entidade acumulam um retorno de 3,29% no ano de 2010, e nos últimos 12 meses 10,18% para uma taxa CDI de 3,47% e 8,75%, respectivamente. A poupança teve rendimento de 2,66% neste ano e de 6,57% nos últimos 12 meses.

Clique aqui para acessar o quadro demonstrativo do retorno por tipo de aplicação de maio de 2010.

Publicado em 15/06/2010
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