O fomento do sistema de fundos de pensão como a maior das preocupações que movem atualmente os dirigentes da ABRAPP e de suas associadas.
Essa foi a mensagem transmitida pelo Presidente da Associação, José de Souza Mendonça, a mais de duas dezenas de jornalistas reunidos em uma entrevista coletiva à imprensa, no recinto do 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão. Daí, continuou Mendonça, a atual mobilização dos fundos em favor da educação previdenciária dos participantes de planos e da população em geral.
“Os jovens devem ser conscientizados de que é tarefa sua prepararem-se para a aposentadoria, uma vez que ao Estado caberá cada vez mais assegurar apenas um valor básico e quem desejar uma renda complementar precisará cuidar disso o mais cedo possível”, assinalou Mendonça, destacando a importância que uma comunicação eficiente terá sempre mais nesse esforço de convencimento.
Os resultados apresentados pelo sistema ao longo de décadas podem ter, naturalmente, esse poder de atrair os jovens. Aos jornalistas foi mostrado que a rentabilidade conseguida pelos fundos de pensão tem sido historicamente superior ao mínimo atuarialmente exigido para fazer frente ao passivo previdenciário. Entre os anos de 1995 e 2010 as carteiras de ativos das entidades renderam 1.378%, contra um piso atuarial de 668%, sendo a diferença entre esses dois percentuais praticamente o dobro.
Para 2010 é projetada para a carteira dos fundos de pensão uma rentabilidade de 13,43%, contra um mínimo (INPC + 6%) de 11,57%.
Dois outros números projetados para dezembro próximo: um patrimônio de R$ 536,1 bilhões e um superávit de R$ 57,1 bilhões.
Publicado em 19/11/2010
(Diário dos Fundos de Pensão)





