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Congresso – Relacionamento: Inovação leva ao fomento

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Cynthia Ferreira França, integrante da Comissão Técnica Nacional de Relacionamento com o Participante, ao falar no talk-show sobre “Relacionamento: Como Fomentar a Gestão da Entidade”, apresentou um vídeo motrando que, como já disse Peter Drucker, “a melhor forma de prever o futuro é construí-lo”. No filme, John Lennon da Silva dança de forma inovadora o balé clássico “O Lago dos Cisnes”. Inicialmente desacreditado, acaba ganhando a admiração de todos, com sua versão “street dance” para um bailado clássico consagrado.

Para Cynthia, o vídeo confirma que inovar é desenvolver algo com criatividade e simplicidade, mudar para uma nova forma de realizar a tarefa e superar as expectativas.

Toda a entidade deve ter seu planejamento estratégico e este precisa ser levado a todos os colaboradores. Todos devem ter a clara ideia da missão da fundação, para que o quadro profissional vá na mesma direção. As metas institucionais devem permear toda a organização.

Como inovar: equipes adequadamente estimuladas a fazer as coisas de maneira diferente podem fazer toda a diferença.

Como as áreas de relacionamento recebem críticas e sugestões, podem oferecer uma intensa contribuição para a melhoria de processos e até redução de custos. Por exemplo, quando um participante liga para a entidade e pede para receber o seu jornal na versão digital e não mais impresso. “No lugar de deixar prá lá, a área de relacionamento fez com que a fundação colocasse a opção pelo recebimento via e-mail disponível em seu portal na internet.

Como foram muitos os participantes que escolheram esse caminho, o resultado foi uma substancial economia em impressão e postagem no Correio.
Fábio Augusto Noronha, membro da Comissão Técnica Nacional de Seguridade da ABRAPP, abordou o desafio que é transformar conhecimento em resultados. Lembrou que pesquisa realizada em 2010 foi atrás de explicações para o fato de alguns empregados não aderirem ao plano complementar oferecido por suas empresas. O levantamento mostrou que essa negativa parte majoritariamente de um público bem educado, não valendo, portanto, a desculpa da falta de conhecimento. “Entendendo essas pessoas temos melhores condições de inovar na captação de novos participantes, repensando produtos”, notou.

“A partir dessa pesquisa algumas entidades passaram a adotar com sucesso estratégias de captação”, observou. A resposta mais adequada a esse desafio é conseguir sermos melhor entendidos.

A partir da pesquisa, uma das entidades criou uma gerência específica para cuidar da captação e retenção, com uma abordagem ativa, contando inclusive com equipe de marketing não só para de forma proativa levar o trabalhador a ingressar no plano ou, se já nele estivesse, elevar a sua contribuição. Conseguiu como resultado um crescimento de 445% na adesão. Uma segunda entidade conseguiu uma adesão de 98% dos empregados da patrocinadora.

Para aumentar a adesão, salientou Noronha, é preciso acabar com a barreira que é obrigar o trabalhador a optar entre duas tabelas de tributação – regressiva ou progressiva – no momento em que lhe é oferecido o plano, aumentando com isso as chances de rejeição. Essa escolha, a seu ver, deve ser feita no momento do recebimento do benefício.

Noronha finalizou sugerindo o investimento em educação previdenciária já a partir da escola.

Publicado em 22/09/2011
(Diário dos Fundos de Pensão)

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