A manutenção da taxa de juros Selic em 11% ao ano conforme decisão do Copom – Comitê de Política Monetária do Bacen – ocorrida em 28/05/2014 colaborou para que os mercados financeiros operassem com alguma estabilidade em junho. Não se descarta novos aumentos nos próximos encontros do Copom e isto deve depender do comportamento futuro dos números da economia brasileira, com destaque para a inflação.
A inflação no Brasil continua elevada. No primeiro semestre de 2014 a inflação média mensal, medida pelo IPCA, foi de 0,62%. Nos últimos 12 meses a variação acumulada encontra-se muito próxima ao teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 6,50% ao ano.
Em junho o IMA-b, índice que mede o desempenho das Notas do Tesouro Nacional – série b (NTNbs), papéis onde estão aplicados grande parte dos recursos financeiros dos fundos de pensão, ficou praticamente estável, subindo apenas 0,06% após ter subido 4,27% no mês passado.
O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 3,76% no mês, acumula 3,22% em 2014 e 12,03% nos últimos 12 meses (julho/13 a junho/14), o dólar americano se desvalorizou 1,63% frente ao real e a taxa de juros Selic, referência para aplicações no mercado de renda fixa, ficou em 0,82% em junho.
Do lado internacional o Comitê de Política Monetária do Banco Central Americano (FOMC) decidiu manter a taxa de juros básicos da economia – fed funds – entre 0% e 0,25% e diminuiu seu programa de compras de ativos em US$10 bilhões passando dos atuais US$45 bilhões para US$35 bilhões mês. A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado.
A falta de previsibilidade no cenário internacional e doméstico, aliado a proximidade do processo eleitoral, geram incertezas nos mercados e aumentam os riscos dos investimentos. Uma boa alternativa para os investimentos, neste momento, é buscar proteção contra a inflação que está em alta, aplicações em NTN-B (Notas do Tesouro Nacional) tem se apresentado como boas oportunidades, pois além de indexadas ao IPCA (inflação oficial do governo) pagam juros reais próximos a 6% ao ano.
Estimativa de Rentabilidade de Junho/14.
Com os dados que já dispomos estimamos que as rentabilidades dos planos de benefícios devam situar-se nos seguintes intervalos:
Plano de Benefícios I = entre +0,85% e +0,95%.
Planos Multifuturo I e Multifuturo II = entre +0,95% e +1,05%.
Os resultados são diferentes entre os planos em função da composição das aplicações financeiras de cada um deles e do critério de marcação dos papéis em carteira.
Informamos que já iniciamos a elaboração da lâmina de rentabilidade, que inclui todas as informações relevantes do seu Plano de Benefícios, como dados atuariais, de ativos, patrimoniais, contábeis e de seguridade, o que exige a interveniência de vários agentes, sendo prevista sua publicação após o dia 20, tão logo esteja completa e revisada.
Publicado em 03/07/2014
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