Análise do Mercado.
Apesar da inflação mais pressionada no curto prazo, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – Copom – mantém avaliação de que “o cenário de convergência da inflação para 4,5% em 2016 tem se fortalecido”.
Nos dois primeiros meses de 2015, medida pelo IPCA, acumula 2,48% (janeiro= 1,24% e fevereiro = 1,22%). Em 12 meses (março/14 a fevereiro/15) este percentual é de 7,70%, número superior ao teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional que é de 6,50%.
O que mais tem sido utilizado pelo Bacen para controle da inflação é a taxa de juros básica (Juros Selic), atualmente em 12,75% ao ano. Estimativas do mercado indicam novos aumentos que elevará a Selic para 13,25% até o final de 2015. Para 2016 o cenário não é muito diferente, apesar da melhora, não será inferior a 11,50%.
No mês, o Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, fechou negativo em -0,84%, a taxa de juros Selic, índice de referência para aplicações no mercado de renda fixa pós-fixada, se valorizou +1,04% (mês com 22 dias úteis), o IMA-B, índice que mede o desempenho das NTN-b desvalorizou-se -0,28%, o IRF-M, índice que mede o desempenho dos títulos pré-fixados (LTN e NTN-f) teve queda de -0,03% e o dólar se valorizou 11,46% sobre o real.
Estimativa de rentabilidade das cotas em março/15.
Neste cenário, a Fusesc vem priorizando as aplicações em papéis de renda fixa, de baixíssimo risco. Destacamos as aquisições de papéis de emissão do Tesouro Nacional, em especial, as Notas do Tesouro Nacional “série b” (NTN-b, atreladas a inflação), as Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e as Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFTs), papéis com rendimentos baseados na Selic, todos eles com risco da união federal, de prazos longos e rentabilidade superior a 12% ao ano. A estratégia é adquirir estes papéis enquanto os prêmios permanecem altos.
Com os dados já disponíveis estimamos que as rentabilidades das cotas dos planos de benefícios, deverão situar-se dentro do seguinte intervalo:
Planos de Benefícios I, Multifuturo I e Multifuturo II = entre +1,40% e +1,50%.
No primeiro trimestre de 2015 a rentabilidade média acumulada dos planos está próxima de 3,84% e, nos últimos 12 meses (abril/14 a março/15), acumula retorno médio de 13,38%, superando a meta atuarial de 13,06% e a taxa de juros Selic de 11,34%.
As diferenças de rentabilidades entre os planos de benefícios é resultado da composição e do critério de marcação dos papéis para efeito de registro contábil das aplicações dos recursos dos planos.
A lâmina com os dados de março/15, que inclui todas as informações relevantes do seu Plano de Benefícios, como rentabilidade, dados atuariais, de ativos, patrimoniais, contábeis e de seguridade, deverá ser divulgada na pagina da Fusesc por volta do dia 20/04, tão logo esteja completa e revisada.





