Análise do Mercado.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – COPOM – elevou, mais uma vez, a taxa básica de juros da economia – Selic – que passou de 12,75% para 13,25% ao ano e vigora a partir de 30/04/2015. A decisão, ocorreu na reunião de 29/04/2015 e teve unanimidade de seus membros. No comunicado ao mercado o Comitê deixou aberta a possibilidade de novos aumentos.
A inflação no país continua elevada e certamente pesou na decisão do COPOM. Nos três primeiros meses deste ano, o IPCA (inflação oficial), já acumula alta de 3,83% e 8,13% nos últimos 12 meses.
Para 2015 a realidade não é muito diferente, segundo pesquisa Focus realizada pelo Banco Central junto ao mercado financeiro e divulgada ao público no último dia 30, a inflação, medida pelo IPCA, deverá fechar, em 2015, próxima a 8,35%.
Apesar da pressão inflacionária de curto prazo o Banco Central tem demonstrado otimismo e avalia que o cenário é de convergência para algo próximo a 4,5% até o final de 2016.
No mês, o Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, fechou positivo em 9,93%, impulsionado pela entrada de recursos externos, a taxa de juros Selic, índice de referência para aplicações no mercado de renda fixa pós-fixada, valorizou-se +0,95% (mês com 20 dias úteis), o IMA-B, índice que mede o desempenho das NTN-b valorizou-se +2,44%, o IRF-M, índice que mede o desempenho dos títulos pré-fixados (LTN e NTN-f) subiu +1,09% e o dólar se desvalorizou -6,68% frente ao real.
Estimativa de rentabilidade das cotas em abril/15.
Diante da realidade de juros e inflação altas no país, a FUSESC, com base em sua Política de Investimentos 2015/2019, dá continuidade em sua gestão priorizando as aplicações no segmento de renda fixa e de baixo risco. No segmento, destacamos as aquisições de papéis de emissão do Tesouro Nacional, em especial, as Notas do Tesouro Nacional “série b” (NTN-b papéis que proporcionam rendimentos e proteção contra a inflação), também as aplicações em Letras do Tesouro Nacional (LTNs, papéis com rendimentos pré-fixados), e as Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFTs, papéis com rendimentos atrelados à variação da taxa Selic), todos eles, com risco da união federal, prazos de vencimentos médios e longos e com remuneração adequada para o pagamento dos benefícios ao longo do ciclo de vida dos planos.
Com os dados já disponíveis estimamos que as rentabilidades das cotas dos planos de benefícios, deverão situar-se dentro do seguinte intervalo:
Plano Benefícios I = entre +1,30% e +1,40%
Planos Multifuturo I e Multifuturo II = entre +1,25% e +1,35%.
No primeiros quatro meses de 2015 a rentabilidade média acumulada dos planos está próxima de 5,23% e, nos últimos 12 meses (maio/14 a abril/15), acumula retorno médio de 13,42%, superando a taxa de juros Selic de 11,48% e em linha com a meta atuarial (INPC + 5%) que está em 13,84%.
As diferenças de rentabilidades entre os planos de benefícios é resultado da composição e do critério de marcação dos papéis para efeito de registro contábil das aplicações dos recursos dos planos.
A lâmina com os dados de abril/15, que inclui todas as informações relevantes do seu Plano de Benefícios, como rentabilidade, dados atuariais, de ativos, patrimoniais, contábeis e de seguridade, deverá ser divulgada na página da Fusesc por volta do dia 20/05, tão logo esteja completa e revisada.










