Você pai ou mãe que me houve acha correto impor ao filho pequeno que ele coma bem e rotineiramente? E obrigá-lo a uma higiene diária, como tomar banho e escovar os dentes? Na mesma linha, é correto impor-lhe o estudo quando ele não toma a iniciativa?
Se as respostas forem sim, vão entender isso.
O cidadão médio brasileiro é avesso a planejamento, especialmente o de longo prazo.
Ele quer mais é curtir o presente e deixar o futuro ao Deus dará ou ao governo, como se este lhe retribuísse adequadamente os altos impostos que cobra. Nossa formação ibérica e uma longa história de inflação descontrolada nos forjaram no imediatismo.
Pois, me parte o coração quando um cinquentão me procura dizendo que ninguém o orientou a poupar para a velhice.
Agora vejam, países desenvolvidos, como Itália, Nova Zelândia, Reino Unido, Chile e EUA, adotaram uma medida drástica para lidar com isso: a adesão automática a uma previdência privada de livre escolha.
Um jovem trabalhador é compulsoriamente incluído no plano, podendo, depois, dele sair se desejar. A inércia faz com que a maioria permaneça.
Por comparar o brasileiro a uma criança, em termos de conhecimento da previdência privada, se governante fosse, implantaria a adesão automática. Afinal, poupar nunca fez mal a ninguém.
E tenho certeza que muitos me agradeceriam na velhice.










