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Criança que sabe gastar vira adulto controlado

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Organizar as contas de casa requer também um passo difícil, mas que trará bons frutos no futuro: educar financeiramente as crianças. Especialistas dizem que crianças que aprendem a valorizar e gastar o dinheiro se tornam adultos mais controlados.

As famílias brasileiras têm grande dificuldade de gestão dos seus recursos e não conseguem fazer uma utilização consciente desses valores, na avaliação do educador financeiro e autor do livro ‘Mesada Não É Só Dinheiro’, Reinaldo Domingos. O especialista defende que o controle dos gastos começa na infância, com educação.

“É preciso começar na escola, em casa, para criar cidadãos de forma consciente, educado financeiramente”, afirma Domingos. A escola é essencial e considerada um celeiro para educar as crianças financeiramente. Com professores bem estruturados, disciplinas que mostrem como se gasta o dinheiro e com palestras sobre educação financeira, as crianças são bem orientadas.

Um dos cuidados que os pais devem ter é com a mesada aos filhos. Segundo Domingos, os pais devem definir valores, dentro do orçamento, e ensinar aos filhos que o dinheiro tem importância tanto para pagar as despesas, quanto para realizar sonhos.

“Se você vai dando dinheiro para seu filho aleatoriamente quando criança, você vai criar um consumista, porque aquilo que ele ganha, ele gasta”, disse o educador, exemplificando os casos de crianças que recebem, toda semana, valores aleatórios que acabam sendo gastos com balas e doces.

No método de Domingos, para definir o valor da mesada, o pai deve observar e anotar tudo que a criança pede em 30 dias. Depois desse período, é definido um valor, como R$ 100. Do total, R$ 50 é dado para a criança, informando que ela terá somente aquele valor para gastar no mês. Os outros R$ 50 vão para um cofrinho ou caderneta de poupança, com o objetivo de economizar para um sonho de consumo.

“No futuro, quando receber o primeiro salário, dificilmente, vai queimar todo esse recurso de uma vez”, afirmou Domingos.

Aos sete anos, Bernardo Rodrigues já tem quase três cofres cheios de moedas e cédulas. O garoto ganhou o primeiro cofre da mãe aos cinco anos, mas, somente após um ano passou, de fato, a juntar dinheiro. Segundo a tia do menino, a dona de casa Fernanda Rodrigues, as moedas começaram a ser dadas para Bernardo, baseado no comportamento. “Ele queria fazer tolice e ensinei que, se ele se comportasse bem, ele ganhava as moedas”, disse Fernanda.

Após começar a receber as moedas pelo bom comportamento, Bernardo passou a juntar porque queria ter dinheiro para passear e comprar brinquedos. Segundo Fernanda, o ponto positivo do sobrinho ter cofre é dar valor ao dinheiro. “Uma vez fomos sair e ele levou R$ 5. Quando decidiu brincar, viu que num brinquedo já ia a metade do dinheiro. Ele ficava triste porque acabava rápido”, contou a dona de casa.

Desde 2014, Bernardo está juntando moedas e cédulas  para poder viajar para a Disney. O garoto  já está no terceiro cofre, do modelo que só é possível retirar o dinheiro quebrando o objeto.

“Quando o Bernardo começou a juntar o dinheiro e a gente ia para o parquinho e o dinheiro não dava para nada, ele começou a valorizar. Se eu tivesse tido esse incentivo quando era criança, eu não seria tão desorganizada com as minhas finanças”, avaliou Fernanda.

Fonte: D24am

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