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Hábitos que podem tornar você mais resiliente no trabalho

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Imagine uma bola de tênis. Quando você a deixa cair no chão, ela bate e retorna às suas mãos. Ela é dura o suficiente para não amassar no choque contra o solo, mas maleável o bastante para quicar e voltar para cima. Na avaliação do psicólogo inglês Conor Neill, professor na IESE Business School, a metáfora explica com precisão uma competência especialmente importante em tempos de crise no Brasil: a resiliência.

Emprestado da Física, o conceito descreve a capacidade de reunir recursos e cavar oportunidades para se recuperar de um baque emocional. Segundo Neill, pessoas resilientes se diferenciam por três atitudes principais: elas encaram a realidade de frente, são gratas pelo que têm e são habilidosas em encontrar soluções.

A capacidade de se manter otimista é o que diferencia a resiliência da mera apatia, diz Eva Hirsch Pontes, coach executiva e professora convidada da Fundação Dom Cabral. “Não se trata de desligar as suas emoções, criar um escudo”, explica. “O profissional resiliente sente a emoção negativa, mas consegue voltar ao seu eixo rapidamente para fazer o que precisa ser feito”.

Felizmente, esse não é um “talento” com o qual alguns nascem, e outros não. Podemos nos tornar mais resistentes e maleáveis, como as bolinhas de tênis, por meio de treino constante e da incorporação de certos hábitos à nossa rotina.

Veja a seguir atitudes que podem facilitar o desenvolvimento da competência, que já foi considerada uma das mais críticas para o executivo da primeira metade do século 21:

Valorize o contato com outras pessoas – Por mais que você se esforce, é impossível separar a sua identidade profissional da pessoal. O bem-estar emocional de um indivíduo no trabalho depende diretamente do estado dos seus relacionamentos familiares, amorosos e sociais. Por isso, diz o professor Neill, é fundamental aprofundar laços afetivos para se fortalecer emocionalmente e aumentar a sua resiliência. “Troque ideias com um estranho, recupere o contato com um velho amigo ou familiar”, recomenda. A ideia é buscar conexões humanas significativas todos os dias. 

Peça ajuda (e ajude os outros) - Neill recomenda que, todo dia, você solicite um pequeno auxílio a um colega de trabalho — mesmo que não precise realmente de ajuda. “Fazer isso alimenta uma convicção profunda de que os outros estarão ao seu lado quando você precisar”, explica o professor. Também é importante retribuir, completa Pontes. A sensação de ser útil para os outros traz muita gratificação para o cérebro, em termos neuroquímicos, além de ampliar a sua visão sobre a diversidade dos problemas do mundo. Quando você reconhece que o outro também tem carências e necessidades, afirma a coach, fica mais fácil lidar com as suas próprias lacunas. 

Divirta-se – Pessoas resilientes são leves como bolinhas de tênis: em síntese, elas costumam não se levar a sério demais. A capacidade de rir de si mesmo é o grande segredo para superar os problemas com mais facilidade, diz Neill. Pelo mesmo motivo, é fundamental preservar algum tempo da sua rotina para os seus hobbies. Dedicar-se regularmente a algo que não tem nada a ver com a sua profissão garante prazer, distração e um salto de autoestima. “Escolha qualquer assunto, da história grega ao kung fu, e se torne excelente nesse tema”, recomenda o professor da IESE Business School. 

Seja grato – Independentemente da sua religião (ou falta dela), é interessante reservar alguns momentos do dia para um exercício de introspecção. “Lembre-se do seus sonhos, pense naquilo que inspira você”, orienta Neill. “Reserve um tempo para viver o seu mundo interior”. A resiliência depende diretamente da capacidade de enxergar o lado bom do mundo, uma visão ligada à prática da gratidão. “Reconheça a imensa sorte de ser capaz de sentir o cheiro do mar, de ver um quadro bonito, de conviver com pessoas queridas”, diz Pontes. Quando você se torna grato pelos aspectos positivos da sua vida, nenhuma situação do trabalho —  por pior que pareça —  pode ser realmente uma catástrofe.

Fonte: Exame

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