Que a vida não tá fácil para o bolso, muita gente sabe e vive: pouco dinheiro para grandes despesas. Porém, é preciso admitir que a culpa pode não estar só na crise, mas também dentro de você, naquele gasto que parece inocente ou em uma compra compulsiva. Admita, muitas vezes é o consumidor que sabota o próprio orçamento.
E os especialistas em finanças são unânimes em afirmar que quase sempre esse boicote passa por atitudes ‘despreocupadas’ e repetidas. Eles listaram situações nas quais o consumidor precisa ficar atento para não cair na armadilha que ele mesmo criou.
“Eu mereço”:
Quem nunca se deu essa ousadia, principalmente na hora de gastar um pouco além do orçamento? Segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e criador do canal Dinheiro à Vista, Reinaldo Domingos, a frase pode ser verdadeira, mas é um gatilho para as compras por impulso. “Quanto mais dinheiro gastamos em compras esporádicas, menos guardamos para alcançar sonhos maiores (e mais caros)”, alerta. Por maior que seja a tentação e o merecimento, é preciso planejar. “É importante ter objetivos bem definidos”.
Gastos ‘pequenos’:
Ainda que a corrida do Uber tenha sido barata e que o cafezinho tenha sido pago com as moedinhas da carteira, não se iluda: elas também precisam ser contabilizadas. Se é de grão e grão que a galinha enche o papo – como diria o ditado – os pequenos gastos podem comprometer uma boa fatia do orçamento, quando cada centavo é somado. “A soma pode assustar no final de 30 dias. E se combino transporte e alimentação, o susto pode ser maior quando a fatura chega ou se consulta o saldo no banco”, alerta o diretor de produto e tecnologia do Guiabolso, Julio Duram.
Gastar tudo (e além):
Mesmo que o salário seja pouco e o malabarismo para esticar a grana seja necessário, não dá para gastar como se não houvesse amanhã, como aconselha a planejadora financeira e sócia da Par Mais Investimentos, Annalisa Dal Zotto. “Ainda estamos vivendo um momento de forte desemprego e crise, mas mesmo antes, quando as coisas estavam melhores, as pessoas tinham a mesma dificuldade de poupar. É difícil, mas não impossível. Comece com pouco. Trace um objetivo, ele vai ajudá-lo a tornar isso um hábito”, destaca a especialista em finanças pessoais.
Fonte: Correio










