Estratégias para economizar no supermercado

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O novo antídoto dos brasileiros contra a inflação tem uma fórmula simples, descrita em listas de compras nas quais os consumidores já vêm fixando os preços máximos que querem pagar por cada produto. As famílias estão ampliando as estratégias para economizar e vêm se impondo limites de gastos nos supermercados. A consultora de beleza Cristina Márcia, de 42 anos, recebeu das mãos do marido uma folha de papel com cada item acompanhado de um valor. Se o custo do produto excedesse a marcação, a orientação era não levá-lo para casa. A medida reduziu a despesa da família em 56,6%.

— Antes, nós tínhamos, em média, R$ 600 para custear as despesas com alimentação e higiene, mas meu marido fez uma lista com um gasto total máximo de R$ 260. O azeite, por exemplo, tinha um limite de preço de R$ 14, Como está custando R$ 18, ficou na prateleira desta vez — contou Cristina Márcia, que envolveu os filhos adolescentes no ajuste fiscal doméstico.

Além da lista, os consumidores voltaram a substituir produtos caros por itens mais baratos, e ainda estão reduzindo a quantidade de alimentos comprados, ainda que mantenham a marca e o padrão do produto. Segundo a associação que representa os supermercados, cortar a quantidade é a última alternativa ao consumidor em dificuldades.

— As redes de varejo do Rio vão intensificar as ofertas para segurar a retração das vendas, que chegou a 2%, em todo país, neste início de ano. Além disso, o comércio está investindo em marcas próprias, que são até 40% mais baratas, e ainda oferecendo mais produtos nas gôndolas com uma escala de preços que permita ao consumidor encontrar o que cabe em seu bolso — revelou Fábio Queiróz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj).

Outra estratégia é planejar um cardápio ou uma lista — semanal ou quinzenal — com os produtos que o consumidor necessita comprar. Esta opção, no entanto, deve acompanhar as oscilações de preços dos produtos, especialmente frutas, legumes, verduras e tubérculos.

— Os mercados e as lojas, de uma maneira geral, se programam com ofertas para a primeira quinzena do mês, com produtos de abastecimento, e para a segunda quinzena, com produtos de reposição para a despensa — disse o consultor de varejo Marco Quintarelli.

Refeição em casa sobe mais do que na rua – Os brasileiros cortaram a comida fora de casa, mas foram surpreendidos pela alta da inflação dos alimentos consumidos no próprio lar, que subiu mais do que a alimentação na rua. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alimentação em domicílio subiu 14,81%, nos últimos 12 meses. Já a refeição em lanchonetes e restaurantes teve aumento de 10,15%.

— A pesquisa de preços é a arma que o consumidor tem contra a inflação. O que aconteceu é que boa parte dos alimentos subiu muito, especialmente aqueles do cardápio básico, como arroz, feijão, carne e in natura — disse o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Quantidade cai pela metade – O aposentado Enival Santos, de 56 anos, foi mais radical no ajuste das contas de casa e, ao ser surpreendido pelo preço do quilo da cenoura a R$ 6,98, decidiu cortar a quantidade do produto pela metade.

— Antes, eu comprava um quilo. Agora, vou levar meio. Tenho feito isso com outros produtos, como a maçã. Já a batata-baroa, que eu consumia às vezes, chegou a R$ 10, o quilo. Deixei de comprar. Além de cara, a cenoura está feia — reclamou.

Nos últimos 12 meses, o grupo de alimentos em que está a cenoura — de tubérculos, raízes e legumes —, pesquisado no IPCA, teve aumento de 34,86%, na Região Metropolitana do Rio.

Há aumento de preços na gôndola – Um sinal dos tempos de inflação de dois dígitos é o que os consumidores têm observado nas gôndolas de alguns supermercados: grande quantidade de etiquetas expostas numa mesma prateleira. No passado, a remarcação de produtos com máquinas manuais era a imagem da queda de poder de compra.

— Os supermercados têm sentido a alta nos custos, mas o repasse aos consumidores tem variado de acordo com as redes. Por isso, a orientação é que o comprador compare os preços entre as diferentes marcas para encontrar o menor custo — observou professor de economia Alexander Lima, do Centro Universitário Celso Lisboa.

Os custos com energia e distribuição também influenciam no preço final.

Fonte: Extra

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