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Novas regras do rotativo do cartão – saiba quais cuidados tomar

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O uso rotativo do cartão de crédito passou por algumas mudanças recentemente. No entanto, essas alterações, por si só, dificilmente vão reduzir a inadimplência, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos. “Por mais que o valor total da dívida seja diminuído, as parcelas mensais acabarão sendo iguais ou até mesmo maiores que o valor mínimo da fatura. Ou seja, no orçamento mensal do consumidor, a diferença será quase nula”, afirma.

Domingos acredita que a saída para o problema esteja menos em acompanhar as taxa do cartão de crédito e mais em se educar financeiramente. “Quem chegou ao ponto de não conseguir pagar as parcelas mensais precisa fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro para rever sua situação e combater a verdadeira causa do problema”, explica.

As mudanças - Nas regras antigas, o consumidor que não quisesse ficar inadimplente deveria fazer o pagamento mínimo de 15% do total da fatura até a data de vencimento. O resto da dívida, acrescido de juros, era cobrado no mês seguinte e o consumidor poderia fazer o pagamento mínimo novamente, mês a mês, gerando a famosa “bola de neve” do rotativo do cartão.

Agora, o consumidor pode fazer o pagamento mínimo em apenas um mês. Depois disso, o banco ou a instituição financeira é obrigada a oferecer uma linha de crédito para que parcele o saldo devedor com juros menores do que os do rotativo, o que gera uma dívida total menor. Apesar disso, é importante tomar alguns cuidados.

Por mais que o valor total da dívida seja reduzido nas novas regras, as parcelas mensais acabarão sendo iguais ou até mesmo maiores do que o valor mínimo da fatura. No orçamento mensal, portanto, a diferença será quase nula. Então, se você perder o controle financeiro e não conseguir pagar a fatura total do cartão no vencimento, é preciso fazer um diagnóstico financeiro e descobrir a verdadeira causa do problema.

É válido procurar por uma linha de crédito com taxas de juros menores, mas trocar uma dívida por outra não é a solução. É preciso ter responsabilidade na hora de consumir, portanto sempre se pergunte se realmente precisa do item, se tem dinheiro para comprar e se tem como pagar a fatura total do cartão no vencimento.

Não deixe que o limite do cartão passe de 50% do seu ganho mensal, assim evitando gastar mais do que se recebe. A soma das dívidas não deve ultrapassar 30% deste ganho, justamente para evitar o descontrole financeiro.

Quando você faz parcelas fixas, tenha consciência de que está comprometendo o orçamento mensal dos próximos meses, portanto, torna-se ainda mais imprescindível controlar os gastos.

Não gaste com a anuidade do cartão. Hoje em dia é possível encontrar cartões que não cobram nenhuma taxa de manutenção. Também nunca empreste o cartão de crédito à outra pessoa, mesmo que seja conhecida.

Fonte: Economia – iG

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