O Comite de Política Monetária do Banco Central do Brasil – COPOM – intensificou o ritmo de aperto da política monetária, com o aumento de 0,50% na reunião de dezembro/14, elevando assim a taxa de juros Selic para 11,75% a.a. e deu indicações de que o ciclo de ajuste de juros continuará no primeiro trimestre de 2015, até porque, segundo o Presidente do Banco Central do Brasil, a intenção é fazer o necessário para que a inflação, atualmente próxima de 6,5% ao ano, seja mais benigna em 2015 e convirja para o centro da meta de 4,5% em 2016.
O Ibovespa terminou o mês em queda de -8,52% e acumula perdas de -2,91% em 2014; o IBrX teve queda de -8,71%, no mês e acumula perdas, em 2014, de -2,78%; a taxa de juros Selic teve variação positiva de +0,96%, (mês com 22 dias úteis) e registra ganhos de 10,90%, no exercício de 2014.
O IMA-b, índice que mede o rendimento geral das Notas do Tesouro Nacional – “série b” (NTNbs) ficou negativo em -1,91% e fechou 2014 com variação positiva de +14,54%. O IRF-m, índice que mede os rendimentos dos títulos do Tesouro Nacional, na modalidade prefixados, (LTNs – Letras do Tesouro Nacional e NTN-f – Notas do Tesouro Nacional série “f”) teve queda de -0,06% em dezembro e registra ganhos de +11,40% em 2014.
O dólar/americano se valorizou 3,75%, no mês, sobre o real e registra valorização de 13,37% sobre o real em 2014.
Em reunião realizada em 21/11/2014, o Conselho Deliberativo da Fusesc aprovou as Políticas de Investimentos dos planos de benefícios: Benefício I, Multifuturo I, Multifuturo II e Plano Administrativo, com vigência para o período 2015 a 2019. Nestes documentos estão contidos princípios, metodologias e parâmetros que buscam garantir, ao longo do tempo, segurança, liquidez e rentabilidade adequadas e suficientes ao equilíbrio entre ativos e passivos dos planos, bem como evitar a exposição excessiva a riscos para os quais os prêmios pagos pelo mercado não sejam atraentes ou adequados aos objetivos do Plano.
Estão em plena conformidade com a Legislação vigente, que “dispõe sobre as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores dos planos administrados pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC “. O horizonte de planejamento utilizado na sua elaboração compreende o período de 60 meses, que se estende de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2019, conforme especifica a Resolução CGPC Nº 7, de 04 de dezembro de 2003. (Confira no site da Fusesc).
Estimativa de rentabilidade das cotas em Dezembro/14.
Com os dados que já dispomos estimamos que as rentabilidades das cotas dos planos de benefícios deve ficar dentro do seguinte intervalo:
Planos de Benefícios: Benefícios I, Multifuturo I e Multifuturo II = Entre 0,60% e 0,70%.
Os resultados são diferentes entre os planos em função da composição das aplicações financeiras de cada um deles e do critério de marcação dos papéis em carteira.
Destacamos que a menor estimativa de rentabilidade das cotas em dezembro/14, entre 0,60% e 0,70%, em relação a novembro/2014, que ficaram próximas a 1,24%, se deu exclusivamente por movimentos dos mercados financeiros, tais como a queda no Ibovespa de -8,52% e a marcação dos ativos de renda fixa ao preço de mercado, não havendo, por parte da Fusesc, alteração na forma de gestão dos investimentos de um mês para o outro.
A elaboração da lâmina de rentabilidade, que inclui todas as informações relevantes do seu Plano de Benefícios, como dados atuariais, de ativos, patrimoniais, contábeis e de seguridade, deverá ser divulgada na pagina da Fusesc por volta do dia 20, tão logo esteja completa e revisada.










